terça-feira, 29 de abril de 2008

Brincadeira de gente Grande

È possível viver na fantasia
Fingir que é gente no mundo da hipocrisia
Brincar de cobra-cega com a corrupção
E de pique e pega correndo atrás do mensalão

Policia e ladrão,essa não tem jeito
Não sei dizer quem é o pior sujeito
O pique - esconde essa já tem um campeão
O Bin Laden no Afeganistão

Os EUA jogam War constantemente
E apesar de sempre ganhar, nunca fica contente
No oriente médio a moda é o tiro ao alvo
Financiada por americanos que estão a salvo


No Brasil o negocio é o carteado
O baralho é sempre o mesmo e todo mundo fica calado
Em época de eleição, o político joga o truco
E o blefe é seu maior triunfo

Vivo assim em uma espécie de jogo real
Em que brincar não é sempre muito legal
Só espero agora ser um pouco mais consciente
E brinca de uma maneira descente.

Marcus Castro

sábado, 26 de abril de 2008

Sala de anatomia

O ser humano não é mais humano

É pernas, braços, troncos

Tudo jogado sobre a mesa fria do preconceito

E do qual a parte mais difícil de abrir é a CABEÇA.

Marcus Castro

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Área de Risco

Kabrum! KAbrum! KABrum!
Faz o trovão no céu,

GRUn! GRun! Grun!
Faz o estomago da senhora na terra

Chuá! CHuá! CHUá!
Faz a chuva a cair

DLIm! DLim! Dlim!
Faz a colher na panela quase vazia

Tlec! TLec! TLEc!
Faz a casa velha a trincar

FREc! FRec! Frec!
Faz o rodo à agua rapar

CABUM!!!!!!!!!
Fez a casa ao desabar

TUM TUM! TUM Tum! Tum tum! Tum! tum!.............................
Fez o coração ao parar.

Marcus Castro

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A vida é passageira

PASSA o tempo, PASSA

PASSA A INVEJA PASSA

PASSA a Luta PASSA

PASSA o Ódio PASSA

PASSA a Vida PASSA

PASSA o Eterno PASSA

PASSA a Vingança PASSA

PASSA a Outra PASSA

PASSA o Ciúme PASSA

PASSA o Erro PASSA

PASSA PASSA
PASSA PASSA
PASSA PASSA
PASSA PASSA
PASSA PASSA
PASSA PASSA
PASSA PASSA

E TUDO QUE FICA É UM GRANDE AMOR ESCRITO NO MEU CORAÇÃO

Marcus Castro

terça-feira, 15 de abril de 2008

O Tempo não para.

Vivemos cada vez com mais pressa, nao nos importamos com os sentimentos dos outros. Em uma conversa só queremos falar, falar e falar. Nos colocamos como o centro de tudo, nada mais importa so nossos problemas. De um outro ponto, nos tornamos ouvintes cada vez menos sensíveis, imcapazes de dedicar um pouco do nosso tempo a outras pessoas.


Socorro!!!!! Virei um orelhão.

Oi, oi, Miguel? Enquanto atravessava a rua aqueles “ois” me soaram como uma sirene para um ladrão, mas não fui capaz de fugir. Ao me virar, vi que vinha atravessando logo atrás minha chefe, de uma voz tão doce, que meus ouvidos já tinham se tornado diabéticos, e logo começou o derramamento de glicose. Fui impedido até mesmo de retribuir o boa tarde.

Seria falta de educação interrompe-la? Seria obrigado a ficar ali? Acho que não, mas por ser tratar de minha chefe, meu medo me tornava uma vitima da situação. As pessoas não deveriam se submeter a situações desagradáveis. A consciência de ambas as partes deveria existir, tanto da pessoa que fala, em entender que ao falar demasiadamente se torna chata, tanto do ouvinte em alertá-la disso.

Mais alguns quilos de açúcar e eu ali, a emitir apenas alguns sons tribais. Aham! Hã! Era impressionante a capacidade dela de impedir que eu abrisse a boca, e isso sem ao menos tocá-la. Sentia-me nesse momento como um erelhão, a ouvir sobre a tia com câncer, a apresentação de balé da filha, e até sobre o silicone novo. Não, não sou insensível, apenas considero um dialogo uma situação em que os dois falam. No caso dela o sistema era unialogo. Acho que o grau de intimidade foi ultrapassado.

Por uma sorte, fui salvo pelo toque do celular. Inventei uma desculpa qualquer e tratei de me despedir. Não fui capaz de interromper minha chefe, mas depois de hoje, passei na farmácia e comprei uns pequenos tampões, quase imperceptíveis, afinal meus ouvidos estão mesmo precisando de uma dieta.

Marcus Castro

domingo, 13 de abril de 2008

O QUE SOU?

Um dia me perguntei. O que sou?O que fui?O que virei a ser?
Sou eu Marcus Renato Castro Ribeiro?E só isso?Sou eu um jovem na busca de ser alguém na vida? E o que viria a ser, ´´ser alguém na vida´´?

Ser?
Individuo ou apenas mais um verbo da gramática?

Sei, e somente sei que não sei o que sei.
Sei, e somente sei que não sou o que fui
Sei, e somente sei que não serei o que sou
Sei, e somente sei que agora não já não sei se sei o que não sei o que não fui e o que não serei.

Sei o que todos querem que eu seja
Mas não sei se o que todos querem que eu seja é o que eu quero ser
Sei que às vezes eu queria não ser
Não ser humano
Não ser adulto
Não ser hipócrita
Não ser responsável pelo mundo
Mas seu eu não fosse nada, eu ainda seria um Ser?

Sei, que a verdade, eu não sei
Sei que talvez nunca saiba
Mas de uma coisa eu sei que sei
Que serei alguém na vida

Talvez não seja o que meus pais esperam,
O que meus amigos esperam
O que o mundo espera

Sei que talvez eu não seja o maior
Mas sei que posso ser feliz, sendo o menor
Sei que talvez eu não faça grandes coisas
Mas sei que posso fazer as pequenas
Sei que talvez eu não seja um Super-Herói
Mas sei que posso escolher não ser o vilão
Sei que talvez eu não seja TUDO
Mas sei também que não sou o NADA

E se o NADA eu não sou,
Logo alguma coisa eu sou
E isso me conforta
E você, o que é?